domingo, 14 de fevereiro de 2021

O ALVO É A LAVA JATO OU O PRESIDENCIÁVEL SERGIO MORO?

Sobre o STF ter liberado material de gravação de conversa entre o então Juiz Sergio Moro e Procuradores,  captada de forma criminosa, invadindo privacidade, entre outros delitos, sob a luz da processualística foi com acerto a decisão, na esteira do voto da Ministra Carmem Lúcia. Se a polícia, juízes e promotores tiveram acesso ao material, não haverá que se negar o mesmo direito aos advogados das partes.

Produto de  roubo  não é  segredo de justiça. Pode ter limitado o acesso ao seu conteúdo para evitar  divulgação por se tratar de invasão de privacidade, mas, há  que se  considerar tratar da conversação entre dois agentes públicos aos quais não cabem segredos sobre coisas públicas  que trataram, e se tratar de pedido de advogado.

Se a gravação for levada através do advogado da defesa do Luis Inácio aos autos, o seu conteúdo poderá vazar? O processo é público. Como iimpedir a divulgação, mesmo que indeferido o pedido de juntada das gravações com o seu desentranhamento dos autos. Eis a pegadinha.

Mas, o que não deve passar despercebido é o voto de Ministros como o do Sr. Gilmar Mendes, notoriamente apontado como militante ideológico ou por interesses outros, que se tornou tema até de marchinhas de carnaval satirizando a sua atuação no STF, enfim, publicamente sendo ridicularizado.

Declarando através de  diversos votos seus repudiar a operação “Lava Jato”, comparando Procuradores Federais a marginais  e a protagonizadores das maiores tragédias na história da humanidade, declaradamente manifestando ódio aos resultados positivos que levaram e levam à cadeia centenas de criminosos políticos, muitos deles aliados às suas atividades extrajudiciais e amizades, conforme abundantemente divulgado pela imprensa e mídias outras.

Possivelmente, por trás das decisões desse grupo de Ministros que votam contra algumas condenações  nas chamadas  operações “Lava Jato” os alvos não sejam, exatamente, os Procuradores Federais dessas denúncias e nem o ex-Juiz Sergio Moro que julgou e condenou.

O ALVO PODE SER O EVENTUAL PRESIDENCIÁVEL SERGIO MORO. As gravações poderão vazar através das mãos dos advogados autorizados a conhece-las. Assim, estariam massageando seus egos duas correntes: A dos Ministros do STF que se consideram diminuídos, ofuscados por um ex-Juiz de 1ª. instancia e pelos comparsas do condenado ex-presidente Luis Inácio.

E por trás disso não estaria, tambem, o novato Ministro Kassio Nunes, indicado pelo PR. Bolsonaro? Ele votou pela liberação do material que pode comprometer a reputação do ex-Juiz Moro.

Se o Min. Kassio  não estiver envolvido num plano, participado pelo Planalto para apoiar os inimigos do Moro, no STF,  e os grupelhos do Luis Inácio, ainda assim, o  PR Bolsonaro poderá ser favorecido com a maculação do nome de Sergio  Moro, se houverem nas malfadadas  gravações conversas que  comprometam a idoneidade do ex-juiz, que sejam publicamente divulgadas, e tire ele da linha presidenciável.

POR QUÊ O EX-JUIZ DESTEMIDO E EX-MINISTRO DA JUSTIÇA MEDÍOCRE, SERGIO MORO, É O ALVO?  Ora, é o único candidato viável a uma disputa presidencial  contra a reeleição do PR Bolsonaro, podendo explorar a parte de sua biografia que mudou a cara do Brasil com a Lava Jato, levando centenas de poderosos à prisão, por corrupção.

O EX-PRESIDENTE LUIS INÁCIO É UMA  CASCAVEL SEM RABO, COBRA MORTA. De sua parte somente resta vingança contra quem condenou a ele e a seus comparsas. Mais nada. Acabou PT, MST, BNDS, Petrobras, mensalão e todo o esquema criminoso que o Luis Inácio mantinha para se perpetuar na liderança do poder...Simplesmente o Inácio e seus comparsas condenados pela Justiça  protagonizam o final de suas carreiras políticas como “ladrões” – é o que diz pelas ruas  a maioria dos 200 milhões de brasileiros.

Portanto, o alvo do advogado de defesa do Luis Inácio e, supostamente,  de alguns Ministros que liberaram  as gravações, no STF, deve ser o provável  presidenciável Sergio Moro e não o ex-Juiz.

Jogue xadrez. Às vezes,  deixa ser capturada uma peça de valor para abrir uma coluna ao xeque-mate. Nem sempre o que se ver é o que se enxerga.