A biografia do ex-Ministro Sergio Moro, até o presente momento, nos lembra uma versão sátirica sobre os advogados, que, da noite pro dia, de idolatrado passa a ser odiado, de "deus" a "ladrão", pelos clientes. A estória é assim: Procurado na madrugada para diligenciar a soltura de um detido, ao chegar na delegacia o advogado é ovacionado pelos parentes como o "enviado de deus", o "salvador da família". Após diligencias do causídico, o detido é solto. Ao receber a conta para pagamento dos honorários advocatícios, os mesmos parentes atacam irados dizendo que o advogado nada fez, que aquele valor cobrado é coisa de "ladrão".
A diferença dessa sátira sobre nós, advogados, e a biografia contemporânea do Sergio Moro somente é diferente num ponto: O Juiz que atuou corretamente enquanto magistrado, nada fez como Ministro da Justiça, portanto, não há que cobrar nada quanto a esta sua atuação nas hostes político-administrativas. Porem, em meio dia, passou da figura de um Juiz aposentado com relevantes serviços prestados a Ministro medíocre, decepcionando a milhões de brasileiros.
O Moro pediu aposentadoria da Magistratura para atuar no cargo de indicação política, o Ministério da Justiça. Por ter sido ineficiente, omisso e irresponsável com algumas obrigações do cargo de confiança ao qual foi nomeado pelo Presidente Bolsonaro, a pessoa do Ministro Moro não protagoniza nenhum ato merecedor de mérito à sua biografia, contrario sensu, omisso nos momentos em que o governo foi atacado injustamente pelo Congresso, pelo STF e por alguns Governadores, se aliando às pessoas que ele deveria combater com os instrumentos legais do Ministério da Justiça, a exemplo do que ficou público e notório, através da imprensa, sobre o seu relacionamento com alguns Ministros de conduta ideológica estranha ao constitucionalismo do qual deve se revestir a suprema Côrte judiciária, com Governadores aos quais prestava informações usadas contra a presidência, com Presidentes da Camara e do Senado que apertavam o cerco contra aprovação dos projetos do Presidente da República a quem ele, o Ministro Moro, devia fidelidade administrativa.
Enfim, ultrapassados os motivos político-administrativos que ensejaram ao Presidente Jair Bolsonaro forçar o pedido de demissão do Ministro Moro e do seu apadrinhado Diretor da Polícia Federal, o que destruiu a minha admiração pelo Juiz enquanto Juiz foi a forma covarde e vil, no sentido literal da palavra (próprio da pessoa mal caráter), com que saiu do Governo, sem nenhuma ética, se aliando aos inimigos que até então combatia, principalmente antecipar à Globo (empresa que fez campanha contra a eleição do Presidente e tenta derrubar o governo) o texto do anúncio que faria sobre a sua saída do Ministério, entre outras mazelas que estão esgotadas nos anais da imprensa e da rede social.
Após o Presidente Jair Bolsonaro justificar os motivos que ensejaram a saída do Ministro Moro, carimbando na sua (do Moro) biografia um ato próprio de chantagista, os que apoiam o governo e estavam indignados, acreditando que o Presidente havia forçado a saída do Ministro Moro por convicções políticas, passaram a entender o que, realmente, havia ocorrido: O Presidente foi chantageado. O Ministro queria negociar a sua nomeação ao STF, dizendo ao Presidente que somente em novembro, após a sua nomeação, aceitaria a saída do seu apadrinhado da direção da Polícia Federal.
Foi levantada a dúvida sobre quem estaria mentindo: O Sergio Moro explicando os motivos de sua exoneração ou o Presidente Bolsonaro se defendendo. Nesse sentido, psiquiátras, especializados na leitura de perfil para identificar quem está mentindo, analisaram a conduta do Moro (lendo suas explicações sem fitar o público e as câmeras, entre outras perfilações) e a explicação do Bolsonaro (falando de improviso, fitando o público e as câmeras, entre outras perfilações), e afirmaram que MORO MENTIU e o PRESIDENTE BOLSONARO disse a verdade. São técnicas de perícia judiciária, relevantes no deslinde de crimes.
Outro fato que maculou a biografia do Juiz pela minha ótica, foi a atitude dele, própria de mal caráter, ao provocar a sua afilhada de casamento, uma deputada federal, a uma conversa que lhe permitisse emitir a frase "não estou à venda", justamente porque sabia que, após o seu pronunciamento às 11 hs, do dia 23 do corrente mes (tres dias antes deste artigo), o Presidente Bolsonaro, por certo, horas mais tarde, iria revelar que foi chantageado com a proposta indecente do seu então Ministro da Justiça, Sergio Moro.
A partir do pronunciamento do Presidente, ao final da tarde daquele mesmo dia 23, dezenas de outros fatos começaram a serem lembrados sobre a atuação medíocre e infiel do Ministro Moro que, por certo, motivaram o Presidente Bolsonaro a revogar a "carta branca" que outorgara tacitamente ao Ministro, por justa quebra de confiança, como se faz com qualquer ato de outorga de poderes a alguem.
As pessoas que elegem um Presidente são parte do governo. Os eleitores devem atuar como membros da equipe governamental de atuação externa. São momentos de criticar, repudiar, sugerir e se manter governo sob pena de perderem a ordem e desenvolvimento do País para os verdadeiros inimigos da Pátria. Por este prisma, os eleitores são culpados e devem assumir a culpa pelos atos da pessoa que elegeram, chamando o Presidente à ordem das coisas, modificar os meios, resolver a questão e prosseguir.
Portanto, é culpa nossa (me identifico conservador de direita e apoiador do governo atual, havendo participado da formação dele com o meu voto) a nomeação do ex-Juiz ao Ministério da Justiça. Motivados pela trajetória do Sergio Moro na Magistratura, fizemos "vistas grossas" a sinais que ja revelavam a sua personalidade vil. Vejamos:
Muitos não viram com bons olhos, principalmente profissionais do Direito e especialmente os constitucionalistas, a atitude do então Juiz Sergio Moro ao vazar para os órgãos da comunicação social (imprensa, rede virtual etc) o telefonema da então Presidente Dilma ao ex-Presidente Luis Inacio a quem comunicava estar enviando uma nomeação a cargo ministerial, transparecendo que era um ato para impedir a prisão do ex-presidente, naquele momento. Assim, o então Juiz violou ou foi conivente com a violação do sigílio que haveria de manter sobre questões que devem tramitar em segredo de justiça ou perante o juizo competente, que, no caso, seria o STF, por envolver a Presidente. Era sinal de mal caráter, público e notório, que não levamos em conta no momento de aceitar a sua nomeação a Ministro da Justiça.
Outro fato que, tambem, sinalizou não ser o Moro confiável para assumir o Ministério da Justiça, foi ocorrido antes do então Deputado Federal Jair Bolsonaro ser confirmado como candidato à presidência. Se encontrava Bolsonaro num aeroporto, ja sendo uma personalidade aclamada por cidadãos, por onde passava, quando, por ali, tambem transitava o então Juiz Sergio Moro, outra personalidade em plena atividade de condenação dos corruptos. O deputado foi cumprimentar o juiz e este virou as costas, num gesto de prepotência e vil, eis que se tratava de um deputado (Bolsonaro) com as mesmas prerrogativas do Direito (legislador) e da cidadania. Ainda que fosse um joão ninguem, não mereceria ser constrangido em público ao ser deixado com a mão estendida...
Outro fato que sinalizava o mal caráter do Sergio Moro foi quando procurou o recém eleito Presidente Jair Bolsonaro, o mesmo a quem negara corresponder a saudação, para revelar seu apoio a projetos governamentais que prosseguissem contra a corrupção no País, almejando o Ministério da Justiça, usando a sua popularidade pela atuação na lava jato para impor condições, pedindo "carta branca", pousando de "última coca-cola do deserto" no combate à corrupção através dos anais da Justiça.
Uma pessoa que abandona as suas funções públicas por motivos pessoais ("minha biografia" - disse ele) em meio à mais grave crise da saúde pública e da economia que o Brasil vive, jamais ocorrida em toda a sua história, merece somente os seus últimos 15 minutos de fama e o rótulo de TRAIDOR, pessoa vil e egocêntrico ilustrando a sua biografia, ofuscando o que conquistou na magistratura, nada mais do que sua obrigação de servidor público na aplicação da lei
Moro passou. As manchetes se voltaram para o novo Ministro, o novo Delegado da Polícia Federal e o prosseguimento da luta (que ele abandonou) contra a pandemia causada pelo coronavirus.

Foi decepcionante para mim a trajetória dele como Ministro da Justiça. Mostrou seu mau caráter e os brasileiros o consideram um traidor. Demagogo, dissimulado e inoperante e omisso no exército do cargo outorgado pelo Presidente Bolsonaro.
ResponderExcluirFoi decepcionante para mim a trajetória dele como Ministro da Justiça. Mostrou seu mau caráter e os brasileiros o consideram um traidor. Demagogo, dissimulado, inoperante e omisso no exército do cargo outorgado pelo Presidente Bolsonaro.
ResponderExcluirexcelente ...
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