Durante
todo o tempo para cumprimento do mandado de prisão do ex-presidente Luis Inacio
Lula da Silva, decretado pelo Juiz Federal, Dr. Sergio Moro, no dia 05
p.p., acompanhei os fatos desenvolvendo comentários com o meu filho , Bel. em
Direito Guilherme Neumann Oliveira, que deram base a este artigo.
A
prisão do ex-presidente foi uma coisa
nova para a nossa geração, principalmente a dele, com os seus 23 anos de idade, recém graduado. A melhor interpretação do espírito
fraternal dos brasileiros, da nossa autêntica brasilidade intermediadora pacifista nas
crises internacionais, conduta que não nos seria diferente no trato de questão
da nossa paz social, foi a manifestada pelo novato causídico, Guilherme: - “PARABÉNS
AO DR. MORO, Policia Federal e a todos que
estiveram participando da operação, pois, foi A OPERAÇÃO! Discreta,
humana, sensata. Os policiais de terno, na última imagem do ex-presidente
livre”.
Esta
observação final do novato Bacharel Guilherme Neumann Oliveira, produz uma
sensação de insensatez aos que
acompanharam a resistência do ex-presidente a cumprir o mandado de prisão,
incitando centenas de pessoas a fazerem uma cerca humana em torno do sindicato, onde se refugiou, após divulgado o mandado de
sua prisão; anunciando e não cumprindo
horários em que se entregaria, fazendo
acordo com a polícia que incluía uma
missa, em verdade, comício realizado às portas
do sindicato, com pronunciamentos contra o Juiz e demais autoridades judiciais...Tudo
isso criava um sentimento de ingovernabilidade, um condenado ridicularizando as
autoridades policiais e judiciais da
menor à mais alta Côrte do País.
Igual
a milhões de brasileiros, postei mensagens sucessivas, durante os dois dias de resistência contra
um mandado judicial, criticando a inércia da Polícia Federal a quem competiria
entrar no sindicato, onde se encontrava a pessoa a ser presa, podendo
usar da força contra as pessoas que obstruíam a Justiça e incitavam a violência, entre as quais autoridades políticas e religiosos
partidários do ex-presidente.
Mas,
ao final dos dois dias de resistência, o
mandado foi cumprido sem
o uso da força policial, sem produzir os fatos que os resistentes pretendiam – pancadaria,
bombas de lacrimogênio, força policial e, principalmente, o ex-presidente Lula sendo
retirado de dentro do sindicato por
policiais fardados e armados...Seriam as
fotos que os resistentes à prisão legal
queriam para utilizarem nas suas campanhas eleitorais e divulgarem à opinião
pública internacional, pretendendo dar conotação política a uma prisão por
crime comum – corrupção e lavagem de dinheiro.
Havia
a
pretensão inicial para
que transcorresse com dignidade a prisão, e isto constava do mandado, peculiar do
nosso espírito patriótico que respeita a instituição da Presidência, que se estende a tratamento digno a quem
ocupou ou ocupa o cargo sob risco de macularmos a
nossa instituição democrática maior
perante o mundo, nas relações internacionais em tempos de paz e guerra.
Porem,
a estratégia do Juiz, anunciando que decretaria a prisão preventiva, pertinente aos outros dois processos em curso contra o ex-presidente Luis Inacio, se não cessasse a
resistência dos seus partidários, por
ele provocada, foi o ato inesperado até mesmo pelos operadores do
Direito que acompanhavam o desenrolar dos acontecimentos, inclusive,
surpreendendo aos próprios advogados da
defesa do Luis Inacio, que, de imediato, perceberam que a decretação da preventiva
anunciada prejudicaria futuras
impetrações de Habeas Corpus e de outras
medidas para livrar o ex-presidente da
prisão. Assim, usaram uma senadora partidária para pedir aos manifestantes
que não mais precisavam fazer cerca
humana e deixassem o Luis Inácio sair e se entregar, evitando mais problemas. E isto
evitou que a polícia fosse obrigada a usar a força para retirar o ex-presidente
da séde do sindicato.
O
Luis Inácio foi o primeiro
ex-presidente a ser preso no Brasil, por
crime comum. Porem, não foi o primeiro ex-presidente
preso. Outros cinco lhe
antecederam, por motivos políticos: “As prisões começaram
com Hermes da Fonseca,
em 1922, acusado de conspiração pelo então presidente Epitácio Pessoa. Café Filho, que ficou
no poder entre 1954 e 1955, passou pelo cárcere duas décadas antes, por advogar
em prol de representantes de movimentos sociais. Arthur Bernardes, nos
anos 1930, acabou derrotado na Revolução Constitucionalista, foi preso e
exilado. Destino parecido teve Washington
Luís, que liderou o país entre 1926 a 1930: foi detido com
o golpe de Getúlio Vargas em 1930, conseguiu negociar sua libertação e ficou
exilado até 1947. Completa a lista Juscelino
Kubitschek, que saiu do poder em 1961 e teve os direitos
políticos cassados no Golpe de 1964. Quando o Ato Institucional nº 5 foi
instaurado, ele ficou preso durante alguns dias, em 1968” (Fonte:Veja – site eletrônico – 7-4-2018 – 22h02).
A conduta adotada pelo Juiz, Dr. Sergio Moro, seguida, em obediência às suas decisões e orientações, pela Polícia Federal, corresponde aos fins principais da função de um Magistrado - a garantia da paz social ! Contrariando todas as manifestações, através das redes sociais, inclusive as minhas, contra o que parecia ser inércia das autoridades judiciais e policiais no cumprimento do mandado de prisão do ex-presidente Luis Inacio, o Juiz e policiais provaram que a sabedoria na busca do que é direito e justo sempre será maior do que o uso da violência e dos instrumentos iguais aos que, defendendo o ex-presidente, espancaram profissionais da imprensa e tentaram contra a vida de outros numa conduta animalesca, guardadas as suas razões ideológicas, porem, desprovidas do espírito da democracia, da nossa brasilidade, dignidade e sabedoria!
Bel. Guilherme Neumann Oliveira (foto):
PARABÉNS AO DR. MORO, Policia Federal e a todos que estiveram participando da operação, pois, foi A OPERAÇÃO! Discreta, humana, sensata. Os policiais de terno, na última imagem do ex-presidente livre.
PARABÉNS AO DR. MORO, Policia Federal e a todos que estiveram participando da operação, pois, foi A OPERAÇÃO! Discreta, humana, sensata. Os policiais de terno, na última imagem do ex-presidente livre.



Parabéns Dr., pelas belas palavras e a naturalidade, como descreve e narra, este fato histórico... Sucesso, sempre!
ResponderExcluirGrato pela interação.
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