Muitos são os comentários
dos noticiaristas, especializados nos assuntos políticos, sobre o voto solitário do Ministro Edson Fachin, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), admitindo o registro
da candidatura de Luis Inacio Lula da Silva às eleições presidenciais deste
ano.
No TSE, o Ministro votou de
forma contrária, absurdamente oposta aos seus votos, quando julgados processos, muitos de sua
relatoria, no Supremo Tribunal Federal
(STF), onde sustentou com veemência ser mantida a prisão do Luis Inácio, com
amparo nas decisões da própria
côrte suprema, por ter sido condenado em 2ª. instância, por crime de corrupção passiva
e lavagem de dinheiro. Até então não se conhecia nenhum voto do Ministro Fachin acolhendo quaisquer pedidos de soltura
e direitos do ex-presidente preso.
Dos comentários, muitos
enfatizam que o voto do Ministro pegou de surpresa todos os
segmentos interessados na questão em
torno da Lei da Ficha Limpa, da inelegibilidade do Luis Inácio. Esta surpresa
foi mais notada nas hostes políticas do que entre os profissionais do Direito - estranho isso -, principalmente em meio aos apoiadores da esquerda, os petistas e defensores
ardorosos do ex-presidente preso. Era
público e notório que os Ministro Fachin
e o Relator do processo,
Ministro Barroso, votariam contra o registro da candidatura porque o perfil da
atuação de ambos, no STF, nos processos envolvendo o ex-presidente preso, conduzia a esta
expectativa popular.
Mas, sarcasticamente, alguns comentam que o
Ministro Fachin, com o voto no TSE, agiu
como se existisse uma 5ª Instância no Judiciário brasileiro, acima do nosso Supremo Tribunal, implantada por duas pessoas, de uma
Comissão de Direitos Humanos da ONU, que
não representam a instituição nestas questões do Direito Internacional. Ainda que fosse decisão do Conselho comptente às questões Judiciais, na ONU, haveria que existir protocolo e sanção da norma imposta para ser inserida no nosso Direito Interno. O
Ministro atentou contra o Direito Interno do Brasil, como se fosse o INIMIGO NÚMERO UM DO ESTADO
BRASILEIRO.
Acolher um parecer de duas
pessoas da ONU ingerindo no ordenamento judicial brasileiro, no conjunto de
nossas leis e de toda infraestrutura administrativa judiciária, já
haveria de ser tese de estudos jurídicos e, principalmente, de apuração do
Conselho Nacional de Justiça, de forma disciplinar,
e até de AVALIAÇÃO DA SAÚDE MENTAL do Ministro para que
possa permanecer prolatando decisões que colocam em risco a PAZ E A SEGURANÇA NACIONAL. Sinal de prova para a perícia? Basta comparar os votos dele, no STF, para que Lula permaneça preso, e no TSE, admitindo que o preso pode ser presidente com base numa orientação externa. Ha coerência em se tratando de um Ministro de Suprema Côrte? Nem para uma monografia de formando em Direito faria sentido. Se um acadêmico defendesse que ambas posições são coerentes, seria alvo de reprovação de seu TCC.
Curiosamente, as instituições
se calam por motivos que somente Janio Quadros poderia explicar – forças ocultas? Estaria o Ministro ou
os seus familiares ameaçados de morte, cuja suposição não surpreenderia porque já
existe até candidato a presidente andando
com colete protetor? Estaria sendo alvo
de chantagem sobre alguma coisa que tenha feito, no passado, que possa
condená-lo ou levá-lo à completa
desonra?
Se calam algumas instituições que podem apurar o
sinistro voto, que não coaduna com o perfil do Ministro Fachin - até então -, possivelmente, satisfeitas com o resultado do julgamento que não admitiu o
registro da candidatura do Luis Inácio, acreditando que isto era o principal e
que a afronta ao Direito Interno brasileiro pelo Ministro Fachin é somente um mero acessório. Outros,
porque são coniventes com a TEORIA DO CAOS.
Essa indiferença de quem
poderia apurar, investigar, decorre, também, porque são tantos os absurdos ilustrando
o quotidiano tupiniquim, das metralhadoras sendo disparadas pelas ruas do Rio, do
maior acervo da memória do nosso povo
sendo queimado feito lixo no Museu Nacional, políticos condenados sendo soltos,
procurador da União atuando como espião de grupos empresariais criminosos, presidente cassada por crime
de responsabilidade se candidatando ao
Senado, Ministros, Deputados e Senadores presos com malas de dinheiro
escondidas nas suas casas ou correndo com elas
pelas ruas...
Enfim, diante de tantos
absurdos, um Ministro dos dois maiores Tribunais da Justiça Brasileira acolher
textos estranhos ao nosso Direito Interno, sem nenhuma validade e nem reconhecimento,
contra as nossas instituições é somente
MAIS UM ABSURDO, uma insanidade como as demais, neste manicômio de minoria que
escraviza a maioria.

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